Palavras francesas no vocabulário brasileiro: Uma influência très bien !

Esse é o tema da terceira reportagem da série sobre o ano da França no Brasil

08/09/2009 – 08:40

 

Por Jacklene Carréra
Do Portal Cultura

- Três pães, s’il vous plaît.
- Qual?
- Pão francês. Queria três, bem assados.
- Pão francês?
- Não tem?
- Aqui na França, tecnicamente falando, todos os pães são franceses.
- É aquele pãozinho pequeno assim, ó.
- O croissant?
- Não, não. É um que parece um “zepelin”, sabe?
- Baguete?
- Não, a baguete parece mais um submarino, e é grande. Esse é como uma baguete que encolheu.Olha, imagina que a baguete é o pai.
- Tô imaginando.
- O pão francês é o filho gordinho.
- Nunca ouvi falar.
- É o pão do dia-a-dia no Brasil.
- E vocês o chamam de pão francês?
- Sim.
- Olha, acho que ele não existe na França.
- Quer dizer que temos sido enganados esse tempo todo?

Este diálogo alusivo, encontrado em um blog, ilustra bem o choque que os brasileiros possuem quando chegam à França e não encontram o tal pão francês. De fato, o pão francês que conhecemos aqui não tem nada a ver com o pão de lá, que mais parece um baquete. Mas apesar do engano, afirmar que o nosso país adotou muitas heranças francesas não é contar mentira. Tanto é que várias delas são comumente conhecidas na linguagem brasileira.

Seja na arquitetura, no cinema, na moda e até mesmo na gastronomia, o uso de termos franceses no vocabulário brasileiro invade diversos campos do nosso cotidiano, às vezes, de modo imperceptível. Quer um exemplo? Muitas vezes, vocês já deve ter pedido no balcão de uma padaria assim: Por favor! um croassan (croissant).

Palavras francesas no vocabulário brasileiro: Uma influência très bien ! croissant_0710562babaO nome do pão folhado em forma de meia lua com pinceladas de clara de ovo é uma palavra francesa que significa ‘crescente’. Encontrado em padarias, lanchonetes e supermercados brasileiros, o croissant daqui tem o mesmo preparo e formato de um comprado por lá. O termo chegou por aqui pelos panificadores franceses e Chefes que abriram restaurantes no país. Aliás, falando em Chef, olha aí outro termo que utilizamos e é originário da França. A palavra também surgiu do latim caput, que quer dizer « cabeça », « líder ». Perfeito para designar aquele que que elabora os pratos e organiza toda a cozinha do restaurante além de supervisionar os serviços dos cozinheiros em hotéis, restaurantes, hospitais, residências e outros  locais de refeições. Um verdadeiro Ratatouille do cinema, lembra?

ratatouille_2e2f14f7ee4E quem disse que Ratatouille é apenas o nome de um ratinho metido a chefe num filme? Quando nós brasileiros falamos Ratatui geralmente nos referimos ao filme, mas o nome  remete mesmo a uma receita muito popular na saudável e aromática cozinha do Mediterrâneo. Um refogado com muitos dos ingredientes típicos dessa cozinha, como o azeite de oliva, berinjela, pimentão, abobrinha, cebola e alho. O prato pode ser servido como entrada ou acompanhar outros pratos (assados) e é típica da Provence, cidade francesa.

E há muitos outros termos gastronômicos franceses usados no Brasil.  Crepe e Croquete são termos bastantes populares no nosso país, podendo ser pedido na barraquinha de uma praça. Mas ainda tem os pratos mais refinados, como o Escargô (Escargots), o Casôlé (Cassoulet) e o Caviar. Termos da culinária francesa que enchem de água a boca dos brasileiros e representam a diversidade de gostos, temperos e pratos típicos do país europeu. Saindo da gastronomia e desvendando a moda francesa, é possível capturar outras palavras que preenchem o dicionário do nosso linguajar. Uma das mais expressivas é Godê (em francês godet), a palavra não tem tradução, mas é o famoso corte rodado e elegante de saias e vestidos que fizeram o charme das atrizes francesas no cinema e viraram moda no Brasil. O paetê é mais um exemplo de um termo que não tem tradução, mas em compensação é bastante usado por nós, vide o Carnaval.

E não tem jeito, no dicionário da moda, o sotaque predominante é o francês. Por isso pode-se pronunciar inúmeros termos em nosso país mesmo sem ter domínio sobre o idioma. São eles: casquete, jabour, Chemisier ( do francês chemisier - vestido-camisa), Colete ( do francês collet), Corselete (do francês corselet), Croqui ( do francês croquis), Mantô (manteau), Tule de seda ( tule),Visom.

Uma palavra que muitos não sabem mas que veio de uma palavra francesa é o trançado, o nome dado à trama de material em peças artesanais. O termo é uma adaptação em português da palavra Tresset, que tem uma tradução ao pé da letra na França, mas aqui continua se referindo ao arranjo trançado de peças, vestimentas e penteado.

kane_contraplongeAgora, quando se fala de cinema, as palavras francesas mais freqüentes que vem à boca de diretores, assistentes e demais profissionais do cinema são duas. Você já ouviu o termo Plongê (Plongée)?A designação remete a posição da câmera que filma o objeto de cima para baixo, ou seja, acima do nível normal do olhar. Um procedimento muito utilizado para dá o efeito de diminuição da pessoa filmada, de rebaixamento. Outro é o Contraplongê (Contra-plongée) que, ao contrário do anterior, filma o objeto de baixo para cima. Geralmente, dá uma impressão de superioridade, exaltação, triunfo, pois faz « crescer » o ator ou a atriz.
 

Ambos os termos fazem parte da linguagem cinematográfica que recebeu influência do cinema francês. Aliás, não é à toa que a invenção do sistema veio pelas mãos dos irmãos Lumière: diretores franceses considerados, muitas vezes como sendo os fundadores da Sétima Arte. A França é realmente a fonte de inspiração de muitas culturas, foi assim no cinema novo. O movimento do cinema autoral e ‘subversivo’ brasileiro que ocorreu entre a década de 50 e 60, é nomeado a partir da Nouvelle Vague francesa, o nome dado a ‘nova onda’ de fazer cinema na França. Apesar do termo não ser uma tradução perfeita para o português, é válido lembrar. Mas você pensa que parou por aí? Ainda temos outras palavras cotidianamente usadas em nossa língua e que, de certa forma, foram “portuguesadas”, tais como, avenida (de avenue), boné (bonet), chapéu (chapeau), envelope, esquina, estrangeiro, paletó, lupa, gabinete, abajur (Abat-jour), fecho eclair (o famoso zíper), Bistrô, Chofer, Madame.

Em Belém, a cultura francesa foi sentida no apogeu da borracha e nos trouxe junto aos ares da arquitetura francesa, ruas, travessas largas e arborizadas muito chamadas, na época, de Boulevard. Hoje, o nome francês é muito falado ao se referir a uma das avenidas mais trafegadas da cidade (por fazer parte do cartão postal Ver-o-Peso), a avenida Boulevard Castilho França.

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Junto a ela, outras palavras vieram, tais como, Belle Epoque, rouge (referindo-se ao pó de maquiagem),Cancan e Art Nouveau. Nomeações que podem não ser muito pronunciadas hoje em dia, mas quase todos sabem o que significam. Pois elas são o reflexo da vida social de que se levava na época, quando, por exemplo,o estilo decorativo art nouveau  de cores fortes e formas orgânicas impregnou de historia as fachadas de edifícios, objetos de decoração (móveis, portões, vasos), jóias, vitrais e azulejos encontrados na ruas e museus da cidade. 
 

Alguns termos franceses são perceptíveis, outros dá pra desconfiar que vieram do país europeu, mas há outros que são difíceis de acreditar. Um deles é a quadrilha. Isso a quadrilha, aquela dança folclórica brasileira. Pois é, quem diria que o nome dado a uma das culturas populares mais regionalistas do nosso pais viesse da França? A palavra é inspirada no nome de uma dança de salão francesa para quatro pares, a quadrille. Em moda no país, entre o início do século XIX e a Primeira Guerra Mundial, a « quadrille » francesa veio para o Brasil por interesse da classe média e das elites portuguesas e brasileiras em importar tudo que fosse a última moda de Paris. Seja como for, a grande língua irradiadora de cultura dos séculos XVIII e XIX, sem dúvida foi à francesa. Sobretudo, quando a língua se tornou obrigatória em alguns colégios brasileiros. Tal influência só diminuiu com a Segunda Guerra Mundial. Além de uma pronúncia bonita, e várias vezes, considerada charmosa, a língua francesa contribuiu para o nosso enriquecimento cultural tão elogiado lá fora, até mesmo pelos franceses. Quem diria?!


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Expressions et mots français dans le vocabulaire anglais

Expressions et mots français dans le vocabulaire anglais

Expressions et mots français dans le vocabulaire anglais menu_frenglish

Il y a 28,3% de mots d’origine française en anglais. Ceci est dû en grande partie à l’occupation française de l’Angleterre commencée par Guillaume le Conquérant qui monta sur le trône en 1066 et instaura le français comme langue d’usage dans les hautes sphères, à savoir la cour du roi, l’administration et la culture. Cette période dura tout de même 300 ans durant lesquels environ 10 000 mots furent adoptés dans le langage anglais dont pas moins des 3/4 seraient encore employés dans des domaines comme le gouvernement, la loi, l’art et la littérature. Plus du tiers du vocabulaire anglais dériverait directement ou indirectement du français ce qui impliquerait qu’un anglophone désirant apprendre le français connaitrait déjà 15 000 mots français. On notera que les classes populaires continueront de parler un anglais d’origine germanique alors que les classes dirigeantes adopteront la langue de l’occupant.

L’exemple le plus fameux étant la devise « Honi soit qui mal y pense » et « Dieu et mon Droit! » sur le blason de l’Angleterre. Un peu comme si nos trois fameux mots en français soient écrites aussi sur les armoiries officielles de la république: « Liberty, Equality and Fraternity ». Vous imaginez le raffut!

A l’opposé, il n’y a que 4% de mots d’origine anglo-saxonne en français. Mais comme ces mots sont plus récents l’impression d’invasion est plus marquante.

http://www.orbilat.com/Languages/French/Vocabulary/French-International.html

Plantu au Brésil

 bebe

L’Ambassade de France et l’Alliance Française, en partenariat avec l’UNICEUb et le Correio Brasilienze, recoivent le dessinateur Plantu les 22 et 23 septembre 2010.

Coco avant Chanel

Coco avant Chanel 

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Une petite fille du centre de la France, placée dans un orphelinat avec sa soeur, et qui attend en vain tous les dimanches que son père vienne les chercher… Une chanteuse de beuglant à la voix trop faible, qui affronte un public de soldats éméchés… Une petite couturière destinée à refaire des ourlets dans l’arrière-boutique d’un tailleur de province… Une apprentie-courtisane au corps trop maigre, qui trouve refuge chez son protecteur Etienne Balsan, parmi les cocottes et les fêtards… Une amoureuse qui sait qu’elle ne sera  » la femme de personne « , pas même celle de Boy Capel, l’homme qui pourtant l’aimait aussi… Une rebelle que les conventions de l’époque empêchent de respirer, et qui s’habille avec les chemises de ses amants: c’est l’histoire de Coco Chanel, qui incarna la femme moderne avant de l’inventer.

L’origine des chiffres arabes

L’origine des chiffres arabes

Voici un moyen mnémotechnique que les auteurs pendant la Renaissance avaient imaginé pour faire retenir les graphismes des chiffres. On trace autant de segments que le chiffre l’indique.

Graphisme de nos chiffres pendant le Renaissance

Selon une tradition populaire, encore tenace en Égypte et en Afrique du Nord, la version moderne de nos chiffres « indo-arabes » serait l’invention d’un vitrier-géomètre originaire du Maghreb, qui aurait imaginé de donner aux neuf chiffres significatifs une forme dépendant du nombre des angles contenus dans le dessin de chacun d’eux : un angle pour le chiffre 1, deux angles pour le chiffre 2, etc…
Tout ceci n’est bien sûr que supposition.

Graphisme des chiffres en Afrique du Nord

Les nombres anthropomorphiques

                                                            Les nombres anthropomorphiques, gravure du XIXème siècle.

Le symbolisme des nombres

Un est le nombre divin par excellence. C’est le nombre de la Création, de l’action, de l’énergie. L’unité est garante de la cohérence.

(suite…)

Je fait des photes d’ortograf! E toi?

Je fait des photes d’ortograf

Ver imagem em tamanho grande

Par LeWebPédagogique Publié le 19 avril 2008               

Nous sommes nombreux à hésiter parfois sur l’orthographe, mettre une cédille ou pas, un s à euro. L’accord du participe passé demeure un mystère pour un grand nombre. Heureusement Martine Colot vous donne un coup de pouce en français. Allez voir le blog!

Année de la France au Brésil

 

Ano da França no Brasil: Ópera na Tela  

Année de la France au Brésil noimage.iiwum7.t 

Festival de Filmes de ÓperaRio de Janeiro | 16 – 29 de outubro de 2009
Centro Cultural Correios
Instituto Moreira Salles
Manaus | 19 – 25 de outubro de 2009
Teatro Amazonas
Cine Teatro Guarany

Belém | 9 – 15 de novembro de 2009
Teatro da Paz – Centro de Convenções da Amazônia

São Paulo | 23 – 29 de novembro
Cinemateca Brasileira

No Rio, de 16 à 25 de outubro, projeções ao ar livre – em tela gigante, em alta definição e som digital – na Praça do Centro Cultural Correios.

Uma seleção de grandes produções do gênro, a maioria inédita no país. Outras 20 óperas, além de balés e documentários sobre música clássica e grandes figuras do mundo lírico serão exibidos No Rio e Manaus, o projeto tem ainda ação educativa e um seminário com aclamados profissionais do gênero e representantes de canais de TV da França e do Brasil (ARTE, France Télévision e TV Brasil).

Toda a programação no site: http://www.operanatela.com/

Ici X Là

Ici X Là

« ici » et « là » s’emploient pour opposer un lieu proche (ici) à un lieu éloigné (là). Mais fais attention: quand il n´y a pas d´opposition, « là » est plus fréquent qu´ »ici ».

Ex.: Asseyez-vous là! (=Asseyez-vous ici)
       Je suis là. (=Je suis ici)

Pour insister sur l´éloignement, on emploie « là-bas »
Ex.: Asseyez-vous là-bas! (=asseyez-vous plus loin, pas près d´ici)

se rappeler OU se souvenir?

La réponse…

J’ai trouvé un vidéo très intéressant pour résoudre ton doute (pas séulement toi, mais j’avais l’habitude d’utiliser les deux d’une manière incorrecte).
C’est un vidéo du prof Bernard Cerquiglini sur le site de la TV5:

http://www.tv5.org/TV5Site/lf/merci_professeur.php?id=3060

En résumant, la difference se trouve dans la régence verbale:
1. SE RAPPELER est un verbe Transitif Direct (COD) – alors, il ne démande pas une préposition.
Ex.: Je me rappele le jour quand j’ai commencé a étudier français.

2. SE SOUVENIR est un verbe Transitif Indirect (COI) – alors, il démande une préposition (généralement le « de »).
Ex.: Je me souviens du jour quand j’ai commencé a étudier français.

***Se souvenir DE quelquer chose***
***Se rappeler quelque chose***

TV5MONDE: Les expressions imagées de la langue française

Avoir la tête dans les nuages :être distrait; se perdre dans des rêveries confuses

Avoir la tête dans les nuages : être distrait; se perdre dans des rêveries confuses

Être dans les nuages : « être distrait » -> DANS LA LUNE.  La position en hauteur et la matière nébuleuse exprimant la perte de contact avec le réel, symbolisé par le sol terrestre (cf. Les Pieds sur terre). Variante récente : être, marcher, vivre sur un (son) nuage.

© 2009
- Illustration : Zelda Zonk
- Définitions extraites du Dictionnaire d’expressions et locutions, d’Alain Rey et de Sophie Chantreau

http://www.tv5.org/TV5Site/lf/langue_francaise.php

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